Dizer adeus…

Nunca aprendi a dizer adeus sem sentir uma dor indecifrável, que me paralisa.

Procuro o mar e o vento, sigo o voo da gaivota, mas os meus olhos nāo conseguem alcançar o horizonte.

Há um silêncio em mim, que aos poucos vai ganhando eco nas palavras que escrevo e nos olhares que me fazem sorrir.

Vou calcorreando todos os caminhos, saboreando todas as lembranças e começo a pressentir a alegria do reencontro.

Percebo então que cada despedida é também uma nova possibilidade de recomeço. Volto a abrir a janela e sinto o calor do dia ensolarado.

Sinto a vida lá fora a cumprir-se e ganho alento para abrir portas fechadas, que encerram novos sonhos, novas histórias e muita vida para viver.

Encontro assim o caminho do futuro, esperançoso e sorridente!

(Manuela Resendes)

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