Constrangimentos…

E vamos trilhando este caminho, presos por correntes invisíveis, digerindo sentimentos e emoções que nos acomodam as vulnerabilidades.

Gosto de viver de claridades, ler as entrelinhas e interpretar os silêncios. Só assim consigo esticar os horizontes e fazer a catarse dos meus medos, quando a noite cai e o sol desaparece no mar.

Procuro conforto nas alegrias gratuitas da amizade, neste encher de alma que se faz de dar e receber atenção, esta doação de tempo, que é a mais bela forma de generosidade que conheço.

Mas a beleza e valor das coisas, depende da sensibilidade de quem as olha e as habita, porque nos tocam de forma diferente, dependendo da “riqueza” do nosso mundo interior.

Mesmo em dias mais difíceis, de ventos agrestes e chuvas fortes, gosto de vozes melodiosas, olhares doces e mensagens de paz de espíritos livres e inquietos.

E apesar do mundo estar estranho, recordo a alegria de encontrar um trevo de quatro folhas que guardava entre as folhas de um livro, para a ele voltar quando necessitava da força de um punhado de esperança.

Hoje já não preciso de abrir o livro, para saber que o trevo está lá…

(Manuela Resendes)

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