Tardes de agosto

Apesar da brisa suave as árvores permanecem imóveis, e apenas raras folhas dançam no chão.

O sol e a lua percorrem o seu caminho, sem pressa, deixando a sombra andar sem ter a pretensão de a alcançar.

São dias vadios, sem norte e livres da dura realidade.

As flores exalam agora um perfume mais intenso que também alcança o paladar, com formas e cores que despertam todos os sentidos.

E quando empurramos o nosso olhar até ao horizonte acolhemos um bom pedaço de céu num tempo sem medida.

Caminhamos apenas guiados pela direção do vento, nas estradas de memórias e saudades, e em outras vias que irão desembocar no futuro sonhado em noites estreladas.

E quando o sol é já poente, e tal como o tempo colhe a rosa, o dia desmaia e surge a noite numa transmutação da natureza, permitindo outros olhares, outras emoções e novas descobertas…

E amanhã é outro dia!!!

(Manuela Resendes)

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