
Nas ruínas nascem heras
Tal catedral abandonada
Dos sonhos brotam quimeras
Apesar desta luz velada
O mar agora revolto e inquieto
Marés que carregam melancolia
Abrigo dos sons da poesia
Luz de um túnel indiscreto
E nem a falsa alegria
De ouvir ao longe a lira
É virtude ou hipocrisia
É um sentimento inusitado
Inebriante, este mar safira
De imenso leito abandonado!!!
(Manuela Resendes)
