
Hoje pedi ao Sol para me resgatar da escuridão e à Lua para me falar daqueles que nos levam o tempo e pedaços de vida.
Voltei à casa fechada, que me pareceu nunca ter sido habitada, com o seu ventre prenhe de silêncio.
Vesti-me de terra e cobri-me de folhas, trepando muros e pedras, e atravessei a ribeira para o outro lado. Sopro o teu nome e ouço o eco misturado com o som do coaxar das rãs e da água a correr indiferente e sem pressa.
Vou, assim, transpondo o imediato e sentindo o indizível, na simplicidade deste cenário, que me transporta para a infinita complexidade da vida.
Sinto passos antigos, de quem nunca chega, e ouço risos de crianças que já não brincam, enquanto o dia se escoa lentamente.
E é neste fio de vida, que atravessa o pensamento, que a casa mora em mim.
(Manuela Resendes)

Neste belíssimo poema vejo -te em Sta Maria, sofrendo de nostalgia. Nostalgia dos tempos idos. Tempos da tua infância. Adorei. Merecias reflexão mais profunda. Mas estou a chegar a casa (Paços de Ferreira, vindo da Póvoa de Varzim). Estou cansado. Deveria deixar este comentário para amanhã. Não resisti. Tu és linda! Obviamente que não me refiro ao aspecto físico, mas sim ao teu interior, à tua alma, ao teu imo-peito. Obrigado por seres como és. Sinto muito orgulho em ter uma amiga assim. Beijinhos
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A Saudade está aqui, neste poema que tem tanto de nostálgico como de belo… Através dele, consegue – se sentir os cheiros, os sons e até mesmo visualizar os muitos quadros vividos na casa de família. É como se o coração fosse rasgado para de lá extrair todas as lembranças boas, deixando um vazio difícil de preencher. Passou para nós tudo isso e muito mais. Obrigada. Beijinhos.
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