Embalo

Sinto o embalo da vida nas doces auroras, no sol a entrar janela dentro e até no barco que avisto no horizonte.

Sinto-me a viajar, mesmo sem sair do mesmo sítio, por geografias desconhecidas e latitudes mais ou menos distantes. Não quero acordar o silêncio porque o mundo entra pelos meus olhos, mas só vejo o vazio.

Os pássaro, a lua e até as estrelas cintilantes, contam-me histórias de um mundo de além. Espreito a claridade, e procuro o caminho para a esperança no leito do rio, nas ondas do mar e até no refrão de uma canção.

Sigo a voz de um poema que é luz suave, que mesmo que possa não existir na natureza sobrevive no sonho.

Mas, Mãe, deixaste-me o maior legado, que foi o de também ser mãe, ser luz suave e amor incondicional. No fundo, assim se prolongam os laços que a vida tece.

Feliz Dia da Mãe.

(Manuela Resendes)

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