
Por vezes temos de cortar as raízes abruptamente, deixando para trás o aconchego de Paz uterina para ousarmos descortinar o mundo.
Essa inquietante necessidade de ver para além do óbvio obriga a atravessar mares e rios, pontes e túneis, num longo e sinuoso percurso, mas em que nos podemos elevar, construir e desfrutar.
E quando a caminhada nos faz perder o norte e as certezas, temos de encontrar o fio que nos conduza a esse lugar harmonioso, onde o coração descansa e o enriquecimento dos contrários nos dá o necessário alento para prosseguir.
Esta é a aprendizagem da vida, feita de perdas e dádivas numa subtil proporção, para quem decide fazer da caminhada um compromisso de liberdade e amadurecimento, percebendo que o itinerário também é feito de muitos tempos cheios de pequenos nadas, mas mantendo a fé de que um pequeno fragmento de vida nos possa catapultar de novo para outros patamares de realização.
E nos momentos de maiores tempestades, a “casa” é o nosso maior e melhor refúgio, em qualquer latitude do mundo!

(Manuela Resendes)