Irrequieto ou hiperativo?

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O síndrome de défice de atenção , ou hiperatividade, é uma alteração neuropsiquiátrica, mais frequente na infância, afetando 3% a 11% das crianças, e dentro deste grupo duas a três vezes mais rapazes que raparigas. Este síndrome é considerado um transtorno de impulsividade, com três tipos de sintomas, nomeadamente:

1 – Défice de atenção, com Incapacidade de completar uma tarefa e evitamento de todas aquelas que requerem um nível elevado de atenção;

2 – Hiperatividade motora, caracterizada pela incapacidade de permanecer quieto e intensa agitação;

3 – Impulsividade, traduzida pela necessidade de agir, dificuldade de esperar e tendência para interromper as atividades dos que o rodeiam.

Estes sintomas podem coexistir com outras perturbações, como ansiedade, depressão, agressividade, problemas de linguagem e insónias.

Embora não se conheça a causa exata desta perturbação, sabe-se que resulta de fatores genéticos, ambientais  e nutricionais. Na ausência de testes biológicos específicos torna-se difícil o diagnóstico, mas este pode fazer-se por via da avaliação clínica e pela verificação se seis ou mais dos seguintes sintomas estão presentes na criança, pelo menos durante seis meses: não dá suficiente atenção aos detalhes; apresenta dificuldade de concentração em tarefas ou jogos; não escuta quando abordado; não segue instruções ou conclui tarefas frequentemente; dificuldade de organização; evita atividades que exijam grande esforço mental; perde o material escolar; esquece-se de efectuar tarefas de rotina .

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Tem-se recorrido a medicamentos estimulantes que, embora eficazes, também têm muitos efeitos secundários, entre os quais a tendência para abuso e dependência, e em crianças muito pequenas podem causar atrasos no desenvolvimento. Atualmente, utilizam-se, também, outras estratégias mentais, corporais e comportamentais, recorrendo-se a massagens, meditação e prática de exercício físico moderado a vigoroso e, embora os resultados não sejam tão rápidos, a longo prazo há ganhos terapêuticos sem efeitos secundários.

Sempre que suspeite que as suas crianças padecem desta perturbação deve consultar um médico especialista nesta área. Contudo, não deve confundir uma criança irrequieta com uma criança hiperativa.

Proteja, assim, a sua saúde e dos seus…

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