Os Deuses zangaram-se…

A noite foi de tempestade, com chuva abundante a cair ao som de uma trovoada ensurdecedora e iluminada por intensos clarões de relâmpagos.

Olhei da janela e tinha tanto de belo como de tenebroso, em que os céus se abriam em estradas de luz que desabavam as suas mágoas em jorros de água.

Despertaram em mim medos sentidos na infância, quando era necessário enfrentar tempestades em que, na aparente valentia, escondia o medo de monstros com contornos sombrios.

Hoje percebo que a natureza também tem os seus dias de revolta, mas com a água da chuva lavo a alma, com o barulho da raivosa trovoada aprendo a saborear o silêncio e com a luz dos relâmpagos ilumino os claustros mais profundos da mente, donde resgato questões pertinentes.

A natureza tem de ser respeitada e nunca devemos subestimar o seu poder avassalador de destruição, ou de nos deslumbrarmos com as suas fascinantes cambiantes.

Aos poucos volta a acalmia, surgindo o arco-íris a colorir o horizonte, e vou serenando a minha inquietude e volto a ter o meu olhar tranquilo sobre a realidade.

Os meus olhos avistam agora o futuro em novos céus!

(Manuela Resendes)

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