Passeio…

Olho o mar e é como se olhasse a vida…

Concentro-me no movimento das marés, que tal como o tempo nunca param e sinto-me serena sem razão. Vêem-me à memória lembranças nebulosas de vida devorada por um tempo invisível.

Mas desta teia de pequenos instantes, brotam também esperanças que estavam perdidas na luz incandescente que nos impede de ver, mas que de alguma forma se revelam.

Deixo-me embalar pelo movimento leve e sincronizado das ondas e sinto uma avidez transbordante de vida. Não deixo que o ruído da multidão me impeça de ouvir o meu silêncio, os meus medos e os meus sonhos.

E prossigo…

(Manuela Resendes)

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