
O mundo anda desinquieto, estranho, e empurra-nos a viver a uma velocidade vertiginosa, dando pouco espaço à paragem.
As notícias deixam-nos em constante sobressalto, mas sem tempo para as “digerir”, pois sucedem-se com espetacularidade, sem aprofundamento, nem reflexão, despertando apenas emoções primárias como medo, desesperança e preocupação…
É um mundo estridente, onde a impiedade do tempo serve de argumento para ignorar-mos tanto silêncio à espera de ser escutado. O que ouvimos não se esgota no que está a ser dito, e muitas vezes o não dito, mas é implícito, é o que mais precisamos de acolher para resgatar vida por cumprir.
Não podemos ver a vida como uma maratona, sempre em perda contra o tempo, pois vamos ganhando sabedoria, alicerce do nosso ser e que nos dá um sentido singular à existência.
E é neste agigantar da alma que se tece o fio que nos liga a uma escassa luz de esperança que se amplia e permite refundar a vida!!!
(Manuela Resendes)

O homem,
esse ignóbil ser desconhecido
que vive viajando
no Tempo e no Espaço
voando
do menos infinito
ao mais infinito,
não pára em si…
Por não ser possível
viajar a zero!
(in “A Voz do Meu Pensamento” de M.M. 1970)
Desde sempre o homem sentiu dificuldade em parar para pensar.
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