
O vento sussurra ao meu ouvido e fala-me de outras vidas, de outras latitudes e de memórias.
Chega até mim uma fragrância que o tempo tinha levado, para um destino onde já não habito.
E a leve brisa que me massaja o rosto transporta-me para um universo de utopias, com a alma ensolarada e o corpo banhado de mar.
Abraças os espaços e todas as existências de forma invisível, em voos carregados de ambiguidades. Até o tempo por vezes passa devagar, percorrendo lembranças que são devolvidas à memória em noites de insónia.
E as palavras, salpicadas com o orvalho da manhã, ganham asas e são levadas pelo vento, agitando a vida apagada e devolvendo respostas ou formulando novas perguntas.
Abres clareiras em céus escuros, pondo a nu o azul sedutor que faz brotar o poema do futuro sonhado.
E em noites de luar, o teu sopro suave sobre mares calmos gera um reflexo que nos remete para o infinito!
(Manuela Resendes)

Às vezes dou comigo a pensar se a Vida na Terra seria possível sem vento a soprar sobre este nosso planeta!
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E é uma boa reflexão!!!
Obrigada
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