Eco do vento…

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Ouço a batida da chuva lá fora

O rodopio do vento a dançar

ondas que da praia vão embora

Embalam a criança,  a chorar

 

Um sorriso, ilumina a noite

Num inverno sem tormento

O mar se ergue afoito

Lava de espuma,  sem lamento

 

Nos céus uma fúria incontida

Nuvens negras, descem os montes

Mensagem à muito pressentida

Na luz que rasga os horizontes

 

Sinto agora melancolia

Tocam os sinos da madrugada

No silêncio desta calmaria

Surge uma nova alvorada

 

Hoje, não sou noite nem sou dia

Quero apenas ser poesia!

(Manuela Resendes)

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