Cores quentes…

E o Outono chegou, ora de mansinho, ou num tom mais agreste, numa paleta de cores que contemplamos e acolhemos, num verdadeiro convite ao recolhimento em abrigo seguro.

Nas suaves madrugadas de brisas amenas encontro o colo que me embala e as palavras que me inspiram.

Olho a janela por onde assombro o futuro e vejo o despontar do sol em tons dourados, que se esbatem à passagem das nuvens, onde descortino uma estrada de luz.

Quando as manhãs se revestem de nevoeiro revelam-se mistérios e segredos por entre as brumas, de anjos com asas transparentes.

E nas tardes incandescentes, em que línguas de fogo invadem os céus, antevejo um convite ao recolhimento, para que a vida aconteça num registo mais silencioso e intimista.

E em noites de luar, ao som de melodias do vento, alimento sonhos demorados que varrem orvalhos do meu rosto. Caminhando sobre um tapete de folhas de Outono invento caminhos inusitados, onde as doces lembranças me devolvem a esperança que acolho com um infinito sorriso.

Gosto destes dias em que a alegria é feita de poesia!

(Manuela Resendes)

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