Não é uma dádiva, conquista-se…

Vou conquistando a minha liberdade, seguindo devagar e apreciando as coisas simples, pensando sem a pressa dos cansaços e acolhendo a novidade.

Com gestos delicados vou abrindo as nuvens para me abrigar ao luar, protegendo-me assim de egoísmos e hipocrisias que toldam a claridade dos dias.

E com um toque de magia vou alcançando o outro, provocando fecundas emoções e deixando impressa a marca do Amor, motor de todas as transformações.

Vou assim calcorreando velhos caminhos, trilhados sob densos nevoeiros com uma brisa suave, perfumada de giestas em flor, donde ecoam vozes nostálgicas. Voam assim palavras silenciadas por poderes obscuros e injustiças disfarçadas de bom senso, para horizontes de ausência.

Ao longo da viagem, vou ganhando a leveza das nuvens e a alegria do Sol, numa sabedoria feita de vida em que apesar do medo escolho a ousadia.

E quando preciso de me regenerar, volto à inocência dos dias em que refrescava a vida bebendo a água da nascente, pura e cristalina, numa folha de jarro, e caminhando por dentro da sombra.

Volto assim à conquista de uma vida mais plena…

(Manuela Resendes)

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