Últimos dias de outubro

As madrugadas são escuras, surgindo de mansinho um fio de luz a anunciar a nova aurora.

Nas folhas das plantas aninham-se as gotas de orvalho noturno à espera que um raio de sol as torne resplandecentes.

Há uma névoa de incerteza no ar, que não permite assomar as paisagens que deslizam na distância, embaladas por uma brisa suave que faz estalar as folhas crepusculares que se deslocam sonolentas rastejando ou flutuando em movimentos sincronizados.

O ar fresco matinal, remete-me para a lembrança da casa silenciosa de uma indizível paz e das alegrias ruidosas, carregando uma saudade que se aconchega no calor da pele.

E apesar das palavras estarem ainda carregadas de noite, os primeiros raios de sol são o estímulo para a tarefa sempre inacabada de procura de felicidade!

(Manuela Resendes)

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