Despedida…

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No dia da partida

Nada levam, tudo fica

É só uma despedida

O mundo não se modifica

 

O sol nasce reluzente

A cidade denota pressa

O semáforo está intermitente

Chegar primeiro é que interessa

 

Tapam com flores, arrependimento

Do que não foi feito, nem dito

O que faltou de sentimento

Sobra agora em conflito

 

Amanhã e no outro dia

Por aprender, fica o essencial

É mais uma correria

Rumo ao que no mundo, vai mal!

(Manuela Resendes)

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“Sair da nossa zona de conforto”…

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Todos os dias ouvimos esta expressão de uma forma já um pouco banalizada, mas a realidade é que demarcamos demasiado o nosso território de conforto, de certezas, de rotinas, por ser muito mais seguro e muito menos exigente. Continuar a ler

Noites de luar…

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Em noites de luar

Onde germina a solidão

Corre no vento a frustração

De não a poder perpetuar

 

Noites claras, transparentes

Onde a nudez das palavras

Silêncios feitos de fantasmas

Fazem eco daquilo que sentes

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Se o mundo fosse puro

Como a luz que te atravessa

Ou que fosse já promessa

Do pilar do porto seguro

 

E em ti me revejo

Rompes com o nevoeiro

Não me sinto prisioneiro

A aurora, já desponta o desejo!

(Manuela Resendes)

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Os meus olhos…

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Trago nos olhos um mar

De expetativas e segredos

Onde a noite vai pernoitar

À sombra dos rochedos

Os meus olhos são poesia

Devoram o tempo, em solidão

Têm cheiro a maresia

Espelham dias de exaustão

Vagueando no mar incerto

Imagens passam, na retina

Ventos sopram de perto

Gotas de água cristalina

O meu olhar é doce

Como doce é o meu ser

Onde o sonho transparece

Reflexo do meu viver

O meu olhar é a imagem

De tudo o que vi e amei

Neste mundo, de passagem

O importante neles eternizei!

(Manuela Resendes)

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Sol de Inverno…

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Doce manhã de Inverno

De sol morno aquecida

Promessa de Amor eterno

De Primavera desconhecida

Suave foi o teu despontar

De calma se fez o teu brilho

Reflexo do meu olhar

Na sombra do teu trilho

Trazes memórias de aromas

De sonhos de noites de Verão

Ouço desconhecidos idiomas

Sinal de vidas em construção

Escondes-te ao entardecer

Debaixo de nuvens fundidas

A alma a resplandecer

De esperanças consentidas

(Manuela Resendes)

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A minha Janela…

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Da minha janela

Contemplo o mundo a fervilhar

Ao longe passa a caravela

E eu suspensa, a meditar

Da minha janela

Aberta de par em par

O sonho entra, com cautela

Sem ter nada a esperar

Da minha janela

Visito o desconhecido

Plasmo paisagens na tela

De um futuro colorido

Da minha janela

Faço ponte para o mundo

Vejo o pormenor, numa lamela

Do meu interior profundo

Da minha janela

Tudo é esperança e promessa

Quando debruçada nela

O mundo acaba e recomeça

(Manuela Resendes)

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