Ler a realidade…

Todos concordamos que há um déficit de leitura, não apenas de livros porque que se aplica a tudo o que nos rodeia.

Deixamos de ler estados de alma daqueles com quem nos cruzamos, já não olhamos as nuvens para ver os sinais meteorológicos, nem pressentimos as estações pelo germinar das sementes.

Ler também permite viver outras vidas, usufruir de novas sensações e absorver novos conhecimentos sem sairmos do mesmo lugar.

E a poesia em particular é o que nos permite inundarmos de ternura, de esperança e ver o invisível, numa transcendência que funciona como sedativo para a inquietude em que vivemos.

Não podemos ficar aprisionados ao totalmente racional, ao extremo bom senso ou apenas nos cingirmos à aprendizagem institucional. A infinita complexidade da vida não é percetível se não nos permitirmos entrar no ” planeta dos sonhos”.

Só assim podemos evoluir como pessoas e acreditar num futuro promissor e em pequenos milagres, depois de derrubar muros e atravessar desertos.

Não podemos permanecer numa subtil e silenciosa “preguiça ” de escutar os murmúrios da terra e o eco das vozes silenciadas, acomodados na sensação de impotência e de nada poder mudar.

Se todos nós cumprirmos a nossa missão, deixaremos certamente um melhor legado às gerações vindouras.

(Manuela Resendes)

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