Tudo e o seu contrário

Sou vazio e sou eternidade

Alicerce de gota orvalho

Caminho pelo meio do atalho

Pisando pedras de ambiguidade

Invento tardes já renovadas

Feitas de azuis e andorinhas

Desprezo as vozes mesquinhas

Onde faltam as palavras aladas

E quando sinto o perfume do vento

Em noites prenhes de amanheceres

Vejo luzes de lentos incandesceres

E ganho assim novo alento

(Manuela Resendes)

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