Grávida? Não entre em pânico!

woman-356141_960_720

A notícia de uma gravidez, mesmo para as mulheres que sempre desejaram ter filhos, gera um turbilhão de emoções, como alegria, medo, insegurança, euforia e ansiedade. Estas emoções, que surgem em simultâneo e em “altas doses”, resultam de alterações hormonais no organismo das grávidas, como o aumento dos níveis de estrogénio e da progesterona.

Uma gravidez não é uma doença, mas a partir do momento em que está confirmada exige que se tomem alguns cuidados, nomeadamente:

1 – consultar o médico ginecologista/obstetra, ou o seu médico de família;

2 – não tomar medicamentos sem prescrição médica;

3 – se for portador de uma doença crónica para a qual está medicada, consultar o médico para este profissional avaliar a o risco/benefício;

4 – não fumar, pois o tabaco pode provocar risco acrescido de aborto, de parto prematuro e problemas na placenta;

5 – não ingerir bebidas alcoólicas;

6 – não tomar mais de 2 cafés por dia, pois a cafeína também acarreta um risco acrescido de aborto;

7 – adotar uma alimentação equilibrada, evitando alimentos que possam provocar intoxicações alimentares;

8 – dormir no mínimo 8 horas e sempre que possível fazer uma sesta retemperadora.

Em qualquer caso não entre em pânico. Prepare-se para a mais desafiante e enriquecedora experiência da sua vida!

baby-1414518_960_720

 

Sarampo, sarampelho, sete vezes vem ao pêlo

nurse-1251257__340

Recentemente a Direção-Geral de Saúde emitiu um alerta dirigido a todas as pessoas que vão viajar para o estrangeiro, no sentido de verificarem se estão vacinadas contra o sarampo, ou se já contraíram a doença no passado. Em caso contrário, devem efetuar a vacinação até quatro semanas antes do início da viagem.

Dado que continuam a ocorrer surtos ou epidemias na maioria dos países europeus e nos continentes americano, africano e asiático, viagens para estes destinos, ou a mera presença em eventos internacionais onde estão presentes indivíduos com estas proveniências, acarretam um risco mais elevado de contrair sarampo para todos aqueles que não estão vacinados. O sarampo é uma doença infeciosa grave, muito contagiosa, e que pode mesmo provocar a morte.

A vacina é gratuita no serviço nacional de saúde e, assim, proteja a sua saúde e a de todos nós.

Viajar com saúde

 

“O destino de alguém nunca é um lugar, mas uma nova forma de ver as coisas” (Henry Miller)

aircraft-728824_960_720

A maioria de nós quando viaja de avião fá-lo em classe económica e muitas vezes nos queixamos do espaço apertado adstrito ao nosso lugar. Mas sabia que existe um síndrome da classe económica?

O síndrome da classe económica é o nome pelo qual é vulgarmente conhecido o tromboembolismo venoso ou pulmonar, que pode ocorrer após voos de longa duração. A frequência precisa com que este evento pode ocorrer é desconhecida, apontando-se, no entanto, para 1,1 a 1,4 casos por cada 1000 passageiros num ano, o que significa um aumento de 10% a 40% relativamente à generalidade da população.

cabin-70165_960_720

O risco para a generalidade dos viajantes é reduzido, aumentando na presença de fatores intrínsecos ao passageiro, sabendo-se, no entanto, que cerca de 10% daqueles que são saudáveis sofrem tromboses venosas mínimas, que poderiam ser evitadas pelo uso de meias de descanso. Outras formas de reduzir o risco são a ingestão de água ou sumos naturais, evitando as bebidas alcoólicas, não tomar sedativos e, obviamente, o exercitar os membros durante o voo.

Se pertencer a um grupo de risco – como por exemplo as grávidas, os viajantes com antecedentes de doença cardíaca ou tromboembólica, ou pessoas com mais de 65 anos de idade – deve consultar o seu médico antes da viagem, porque poderá ser necessário efetuar uma profilaxia medicamentosa.

Esta situação também pode ocorrer em classe executiva, embora mais raramente, dado o passageiro ter mais espaço disponível e, assim, poder mexer os membros inferiores mais facilmente.

Em qualquer caso, viaje com segurança e desfrute das suas férias com saúde!

9 dicas para guardar corretamente os seus medicamentos

medications-257349__340

Todos nós armazenamos medicamentos em casa, mas nem sempre o fazemos da forma mais correta, o que pode implicar perigos para a nossa saúde, para o meio ambiente e até originar desperdício de recursos para o próprio e para o sistema de saúde.

1 – os medicamentos devem ser guardados num armário, ou caixa, devidamente identificado;

2 – os medicamentos devem ser colocados num local fresco e arejado, pouco húmido e ao abrigo da luz;

3 – o local onde são guardados os medicamentos deve ficar a uma altura suficientemente elevada por forma a ficarem fora do alcance de crianças;

4 – o armário deve estar fechado, mas dispor de um mecanismo de abertura fácil;

5 – a cozinha e a casa de banho de sua casa não são locais apropriados para manter os medicamentos, pois são locais em que ocorrem variações acentuadas de temperatura e humidade que podem prejudicar a estabilidade dos fármacos;

6 – os medicamentos devem ser mantidos na sua caixa original, por forma a garantir um bom acondicionamento e uma fácil identificação, incluindo o lote e a validade;

7 – o armário deve ser revisto a cada seis meses, devendo verificar-se o prazo de validade e o estado de preservação dos medicamentos;

8 – os medicamentos que estejam deteriorados, fora do prazo de validade ou que já não sejam utilizados, devem ser entregues numa farmácia, por forma a assegurar um destino final adequado;

9 – nunca elimine medicamentos junto dos outros resíduos sólidos de sua casa, no lavatório ou na sanita.

873521-MLB20789919367_062016-Y

Proteja assim a sua saúde e a de todos nós!

Porque devemos evitar a automedicação

A automedicação pode constituir um grave problema de saúde, pois os medicamentos, quando usados indevidamente, constituem um perigo para o seu utilizador. Se já no século XVI o famoso médico e alquimista Paracelso (1493- 1541) reconheceu que a “dose faz o veneno”, importa salientar que o mesmo medicamento administrado na mesma dose e ao longo de igual período de tempo pode ter efeitos distintos em diferentes indivíduos, o que resulta, para além das características fisiológicas diversas, de outros fatores como, entre outros, as patologias concomitantes, as alergias, as interações com outros medicamentos.

headache-1540220__340

Noutra dimensão, a automedicação pode implicar problemas a outra escala, e inclusivamente, constituir um perigo para a saúde pública. Como exemplo, a utilização imprópria de antibióticos pode induzir resistências nas bactérias, cada vez mais difíceis de debelar, e originar infeções graves que, inclusivamente, podem ser fatais.

Por todas as razões apontadas, não se esqueça que não deve tomar fármacos por mera indicação de amigos e familiares, e particular atenção deve ser dada aos grupos de maior vulnerabilidade, como as crianças, os idosos e as grávidas.

Consulte sempre o seu médico ou farmacêutico antes de tomar medicamentos!