
Na barulhenta confusão da vida, em tempo de pressa e velocidade, o meu desejo é viver em Paz… Continuar a ler

Na barulhenta confusão da vida, em tempo de pressa e velocidade, o meu desejo é viver em Paz… Continuar a ler

Que doces são os dias que antecipam as chegadas… Continuar a ler

– Gosto de dias aconchegantes, que permitem o livre arbítrio à criatividade.
– Gosto de não ser nada, para ter espaço de sonhar ser tudo.
– Gosto de me desprender de rotinas, de tarefas que apenas garantem o existir, sem ideal nem beleza.
– Gosto do silêncio, da contemplação, do nada, como espaço de reflexão.
– Gosto de poesia, nas palavras e nos gestos, de desafios e conquistas, de viagens e regressos.

– Gosto de pessoas genuínas, abraços sinceros, gargalhadas sonoras, de tudo o que é simples e belo.
– Gosto do inesperado, da surpresa do espanto, de explorar novos caminhos na busca do desconhecido.
– Gosto de ver o mar, as suas nuances de tonalidades, do seu marulhar, no vaivém das ondas, decalcando na areia a sua mensagem.
– Gosto do futuro como possibilidade, pergunta, indefinição e do passado como aprendizagem, interpretação e por vezes lição.
– Gosto da vida… porque gosto de viver!
(Manuela Resendes)


Apesar de termos consciência da inevitabilidade da morte nunca estamos preparados para deixar partir aqueles que amamos. Continuar a ler

A nossa casa encerra em si inúmeras histórias de vida, sendo um castelo de silêncios que falam e de lutas mudas de dor, mas também espaço de intimidade, de expectativas e de sonhos, onde nos é possível fazer o exercício de aceitação das nossas limitações e vulnerabilidades e acomodar o nosso reduto de pequenas virtudes.
É onde nos protegemos de um mundo agreste, de um quotidiano inerte que nos sequestra em caminhos desertificados.
É nesse espaço protegido que alimentamos o nosso ser de puros gestos, de sentimentos genuínos e de olhares transparentes, permitindo-nos uma visão mais inspiradora e colorida do mundo.
Viajar permite o acesso ao mundo, a novas culturas, ao enriquecimento pessoal pelas experiências vividas, amizades conquistadas, pelo confronto com o inesperado e espanto com o singular, mas é com um redobrado prazer que volto a casa, ao cheiro dos lençóis lavados, à luz do fim de tarde a entrar pela minha janela, sentir a familiaridade com cada espaço e com cada objecto, onde na sua imutabilidade perduram tantas memórias.
Gosto de ambientes harmoniosos onde ecoam gargalhadas, onde se pressente alegria,onde se valoriza a generosidade, a coragem, a humildade e se almejam vivências felizes plenas de sentido, capazes de lançar a semente da transmutação para uma sociedade mais humanizada e com melhores índices de satisfação.
A minha casa é o meu oásis de paz e nela cabe todo o universo!
(Manuela Resendes)


Chegaste resplandecente
Metamorfose já anunciada
És de todas a mais venerada
Tudo em ti é consistente
Doce aurora, sol ainda morno
Renasce contigo a esperança
Melodias que anunciam a mudança
Horizonte desenhado sem contorno
Lavas os olhos ainda nublados
Acordas estevas adormecidas
Que surgem agora coloridas
Fazendo esquecer dias gelados
Nas asas de uma qualquer ave
Voam sonhos e novos alentos
Ao vento soltam-se pensamentos
E brotam flores num enclave
Num mundo de hipocrisia
Surgem reflexos de azul etéreo
Destino ausente, pensamento aéreo
Disfarçam, inusitada cobardia
E no meio de tantos fulgores
Volta o filho, que um dia partiu
A promessa assim se cumpriu
Fazendo despertar grandes Amores
(Manuela Resendes)


A vida em ti se acomoda
O amor assim acontece
Atitude é o que incomoda
Quem mais dela carece
Cuidas com natural doçura
Sorris com o teu olhar
Mas logo mostras bravura
Se o destino te desafiar
O teu corpo é poesia
Mar a transbordar de emoção
O teu perfume é maresia
Fonte inesgotável de inspiração
És força que emerge da fragilidade
Razão feita de sentimento
Pele revestida de sensibilidade
Amor, num mundo dele sedento
Tua alegria é movimento
Luz de noite estrelada
Quando te assola o sofrimento
Soltas lágrima, pela calada
És mulher, és invencível
Lutas pelo que te pertence
Não há batalha impossível
Só a morte te vence
(Manuela Resendes)


Fui ver o mar bailar
mostrou-se indiferente
como sempre imponente
sem se deixar perturbar
Vi máscaras e fitas coloridas
fingimentos de alegria
numa qualquer fantasia
recordando saudosas partidas
Vi danças e batalhas
crianças vestidas de palhaços
disfarçam-se assim cansaços
com promessas de medalhas
Para o baile vão janotas
é tempo de divertir
de dançar e de rir
e mostrar as fatiotas
Ninguém leva a mal
importante é a folia
amanhã é outro dia
mas hoje é Carnaval
(Manuela Resendes)


Desponta a alvorada
Tudo volta a renascer
O tempo some, a escorrer
Vida feita de quase nada
Num movimento ondulante
Dança sem melodia
Palavras sem poesia
Um rodopio constante
Esfumam-se assim os dias
Não há espaço a sortilégios
Importam é os privilégios
Fraca força de Golias
Não olhamos os campos floridos
Não festejamos noites de luar
Devaneios de tempos idos
Ou de um futuro a escassear
Tudo se reveste agora, de ternura
E já tudo podemos ser
Sem deixar nada por dizer
Eternidade, que não dura!
(Manuela Resendes)


Domingo, dia de paragem, de descanso, de deixar que o tempo preste, dando espaço ao recolhimento, dia de nos darmos aos outros, dia de viver a nossa interioridade no conforto da nossa casa, que assume a dimensão do universo, em que nos confrontamos com a nossa luz, com as nossas sombras, num tempo sem tempo. Continuar a ler