
Como são frias as manhãs de Fevereiro… no entanto, há um encanto camuflado nestes dias, em que brota a esperança de que tudo germine, antecipando assim a alegria da Primavera. Continuar a ler

Como são frias as manhãs de Fevereiro… no entanto, há um encanto camuflado nestes dias, em que brota a esperança de que tudo germine, antecipando assim a alegria da Primavera. Continuar a ler

Sinto saudade profunda
Do abraço que é abrigo
Protege do mal do mundo
E traz a Paz que persigo
As ondas do mar, galguei
Em madrugadas silenciosas
O futuro, nos meus olhos sufoquei
Em lágrimas que brotam, luminosas
Canto odes de melancolia
Sinto o eco da saudade
Palavras carregadas de nostalgia
Rimas isentas de identidade
E para atenuar o tormento
Da presença consentida
Faço em cada momento
Da chegada uma despedida
Porque a saudade é a ausência
Olhar a vida à transparência!
(Manuela Resendes)


Aprendi que nem sempre o que queremos é que nos faz bem. Continuar a ler

No dia da partida
Nada levam, tudo fica
É só uma despedida
O mundo não se modifica
O sol nasce reluzente
A cidade denota pressa
O semáforo está intermitente
Chegar primeiro é que interessa
Tapam com flores, arrependimento
Do que não foi feito, nem dito
O que faltou de sentimento
Sobra agora em conflito
Amanhã e no outro dia
Por aprender, fica o essencial
É mais uma correria
Rumo ao que no mundo, vai mal!
(Manuela Resendes)


Todos os dias ouvimos esta expressão de uma forma já um pouco banalizada, mas a realidade é que demarcamos demasiado o nosso território de conforto, de certezas, de rotinas, por ser muito mais seguro e muito menos exigente. Continuar a ler

Em noites de luar
Onde germina a solidão
Corre no vento a frustração
De não a poder perpetuar
Noites claras, transparentes
Onde a nudez das palavras
Silêncios feitos de fantasmas
Fazem eco daquilo que sentes

Se o mundo fosse puro
Como a luz que te atravessa
Ou que fosse já promessa
Do pilar do porto seguro
E em ti me revejo
Rompes com o nevoeiro
Não me sinto prisioneiro
A aurora, já desponta o desejo!
(Manuela Resendes)


Trago nos olhos um mar
De expetativas e segredos
Onde a noite vai pernoitar
À sombra dos rochedos
Os meus olhos são poesia
Devoram o tempo, em solidão
Têm cheiro a maresia
Espelham dias de exaustão
Vagueando no mar incerto
Imagens passam, na retina
Ventos sopram de perto
Gotas de água cristalina
O meu olhar é doce
Como doce é o meu ser
Onde o sonho transparece
Reflexo do meu viver
O meu olhar é a imagem
De tudo o que vi e amei
Neste mundo, de passagem
O importante neles eternizei!
(Manuela Resendes)


A leitura sempre constituiu um dos melhores espaços de lazer desde a minha infância, em que substituía, com agrado , o mundo das bonecas, pelo prazer sublime da leitura. Continuar a ler

Doce manhã de Inverno
De sol morno aquecida
Promessa de Amor eterno
De Primavera desconhecida
Suave foi o teu despontar
De calma se fez o teu brilho
Reflexo do meu olhar
Na sombra do teu trilho
Trazes memórias de aromas
De sonhos de noites de Verão
Ouço desconhecidos idiomas
Sinal de vidas em construção
Escondes-te ao entardecer
Debaixo de nuvens fundidas
A alma a resplandecer
De esperanças consentidas
(Manuela Resendes)


Da minha janela
Contemplo o mundo a fervilhar
Ao longe passa a caravela
E eu suspensa, a meditar
Da minha janela
Aberta de par em par
O sonho entra, com cautela
Sem ter nada a esperar
Da minha janela
Visito o desconhecido
Plasmo paisagens na tela
De um futuro colorido
Da minha janela
Faço ponte para o mundo
Vejo o pormenor, numa lamela
Do meu interior profundo
Da minha janela
Tudo é esperança e promessa
Quando debruçada nela
O mundo acaba e recomeça
(Manuela Resendes)
