Parasitoses intestinais: o que fazer para se proteger

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Os parasitas constituem um grupo de organismos que retiram de outros seres vivos alguns nutrientes necessários à sua sobrevivência. Os mais frequentes são os protozoários e os helmintas.

A maioria das parasitoses intestinais são bem toleradas, e os sintomas mais comuns são a falta de apetite, perda de peso, náuseas e vómitos e prurido anal, podendo, contudo, ser muitas vezes assintomáticas. Esta patologia pode ser adquirida pela ingestão de larvas e ovos, a partir dos alimentos, solo, água, poeiras, bem como através da má higienização das mãos. A sua frequência varia consoante a área geográfica, dependo das condições sanitárias e climáticas.

Em Portugal os estudos apontam para uma significativa diminuição da frequência desta patologia nos últimos anos, devido à melhoria das condições sanitárias. As recomendações atuais da Organização Mundial de Saúde indicam que a desparasitação de rotina apenas se deve realizar com taxas de prevalência na população superiores a 20%. O nosso país está longe de apresentar uma taxa tão elevada, pelo que tal procedimento não está recomendado, apenas devendo ser efetuada em doentes que apresentem sintomatologia e, neste caso, as pessoas que convivem de uma forma próxima também devem ser abrangidas.

Outras situações em que há indicação para fazer tratamento são os familiares de crianças com diminuição de defesas, como por exemplo as portadoras de fibrose quística, e filhos pequenos de mães grávidas.

Contudo, antes de efetuar qualquer tratamento consulte sempre o seu médico. Proteja a sua saúde!

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Alzheimer: porquê e o que fazer

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Desde tenra idade ouvimos dizer que somos crianças duas vezes. A doença de Alzheimer faz-nos recordar a infância no sentido em que existe uma dependência de terceiros, para as necessidades básicas, mas esta segunda “meninice” incorpora uma muito maior complexidade e bastante sofrimento.

Esta patologia foi durante muito tempo entendida como algo que fazia parte do envelhecimento, no entanto o século passado trouxe maiores recursos ao nível da investigação e maior interesse da comunidade científica pelo estudo das doenças degenerativas. A doença de Alzheimer, em particular, caracteriza-se pela detioração dos neurónios, células cerebrais estas que acabam por morrer devido ao aparecimento no cérebro de placas de uma substância proteica denominada beta-amilóide.

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Existem vários fatores de risco para vir a desenvolver a doença, nomeadamente:

1 – aumento da esperança média de vida (estima-se que 40% das pessoas com 40 ou mais anos venham a sofrer de Alzheimer);

2 – ser do sexo feminino (não se sabe se devido à maior esperança de vida ou a uma questão hormonal);

3 – hereditariedade;

4 – ocorrência de traumatismos repetidos na cabeça, infeções e problemas vasculares;

5 – grau de escolaridade (quanto menor o grau de escolaridade maior o risco de contrair a doença).

Os sinais de alarme a que deve estar atento são os seguintes:

1 – perdas de memória que interfiram nas tarefas do quotidiano;

2 – perda de noção do espaço e do tempo;

3 – dificuldade na expressão escrita e oral;

4 – dificuldade em encontrar objetos que normalmente se encontrem arrumados em locais específicos;

5 – tendência para o isolamento social;

6 – dificuldade de tomar decisões;

7 – alterações da personalidade, que implica desconfiança, insegurança, ansiedade e depressão.

Para evitar uma rápida progressão da doença de Alzheimer é importante estimular a memória, com jogos, palavras cruzadas, escrita e outras atividades lúdicas. Também ajuda manter uma atividade física, como por exemplo uma caminhada ao ar livre, e manter alguma socialização.

Se numa fase inicial o doente tem um papel fundamental na gestão da doença, os cuidadores, que geralmente são familiares próximos, também são uma peça fundamental na manutenção da qualidade de vida do mesmo. Os cuidadores devem ser pacientes, calmos, falar pausadamente, mas sem recurso à infantilização da pessoa doente. Não devemos esquecer, também, de adotar medidas de segurança e estabelecer rotinas noturnas tranquilas para evitar problemas comportamentais.

Em Portugal, segundo dados de 2015, existem cerca de 160 200 cidadãos com mais de 60 anos que sofrem de demência, sendo que destes 50% a 70% têm Alzheimer.

Já pensou o que pode fazer pelo seu vizinho, amigo ou familiar?

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A minha Igreja… sempre…

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Este é o local por excelência onde a espiritualidade e o divino se cruzam numa idiossincrasia perfeita, convidando à reflexão num ambiente tranquilo, onde todo o tempo conta, transportando-nos para um bem-estar emocional transcendente.

Foi nesta Igreja que me batizei, que fiz a profissão de fé e o sacramento do crisma. Aqui vivi as emoções das missas do galo, com a Igreja toda engalanada para a festa, e os sacrifícios das cerimónias pascais, nomeadamente a via sacra, que me parecia uma forma de apaziguar a enorme alegria das férias escolares.

Foi aqui que aprendi a ter fé em Deus, e a ser grata por todas as oportunidades que a vida me tem dado. Fruto da minha educação e dos valores cristãos aprendi a ser solidária e a dar a mão a quem mais precisa, muitas vezes apenas com palavras de ânimo, ou com um gesto de ternura.

Sou, portanto, o resultado de tudo aquilo que aprendi e vivi, porque como sabemos a infância é determinante para a formação da personalidade do adulto em que nos transformamos.

“A paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade” (Papa Francisco)

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Vitaminas? Porquê

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As vitaminas são substâncias orgânicas de origem natural, que intervêm em importantes processos metabólicos, cuja síntese no nosso organismo pode ser insuficiente ou mesmo inexistente. As deficiências em determinadas vitaminas resultam de algumas situações, como uma dieta inadequada, determinadas patologias ou mesmo a indução por fármacos. Por outro lado, algumas situações requerem uma maior necessidade em vitaminas, como a gravidez, o aleitamento ou esforços físicos excessivos.

Apesar do uso de suplementos vitamínicos ser hoje corrente, dado que a população facilmente pode aceder no mercado, e sem necessidade de receita médica, a uma grande variedade de vitaminas e/ou sais minerais, indivíduos saudáveis e com um dieta equilibrada não necessitam de recorrer a tais produtos.

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A toma de doses excessivas de vitaminas hidrossolúveis, nomeadamente as vitaminas do complexo B e a C, acarreta um risco diminuto para a saúde, mas também não tem qualquer vantagem terapêutica visto que rapidamente são excretadas através da urina. Já as vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K) quando ingeridas em doses excessivas são potencialmente perigosas pois acumulam-se no organismo, com efeitos adversos para a saúde.

Não tome vitaminas sem consultar o seu médico ou farmacêutico!

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Grávida? Não entre em pânico!

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A notícia de uma gravidez, mesmo para as mulheres que sempre desejaram ter filhos, gera um turbilhão de emoções, como alegria, medo, insegurança, euforia e ansiedade. Estas emoções, que surgem em simultâneo e em “altas doses”, resultam de alterações hormonais no organismo das grávidas, como o aumento dos níveis de estrogénio e da progesterona.

Uma gravidez não é uma doença, mas a partir do momento em que está confirmada exige que se tomem alguns cuidados, nomeadamente:

1 – consultar o médico ginecologista/obstetra, ou o seu médico de família;

2 – não tomar medicamentos sem prescrição médica;

3 – se for portador de uma doença crónica para a qual está medicada, consultar o médico para este profissional avaliar a o risco/benefício;

4 – não fumar, pois o tabaco pode provocar risco acrescido de aborto, de parto prematuro e problemas na placenta;

5 – não ingerir bebidas alcoólicas;

6 – não tomar mais de 2 cafés por dia, pois a cafeína também acarreta um risco acrescido de aborto;

7 – adotar uma alimentação equilibrada, evitando alimentos que possam provocar intoxicações alimentares;

8 – dormir no mínimo 8 horas e sempre que possível fazer uma sesta retemperadora.

Em qualquer caso não entre em pânico. Prepare-se para a mais desafiante e enriquecedora experiência da sua vida!

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A solidão também pode matar…

“Todo o inferno está contido nesta única palavra: solidão” (Victor Hugo)

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Segundo dados científicos as pessoas que se sentem sós, ou socialmente isoladas, correm um risco acrescido de 30% de sofrer um acidente vascular cerebral ou de patologia cardíaca. Estudo recente demonstrou que a solidão também pode ser causa de comportamentos ou estilos de vida pouco saudáveis, como o tabagismo, alcoolismo, dieta desequilibrada e sedentarismo, o que potencia o risco de ocorrência de acidentes cardiovasculares.

O coordenador do Programa Nacional para Doenças Cardiovasculares referiu recentemente que “a medicina personalizada é o caminho que devemos fazer, ou seja é necessário ter em conta tudo o que pode afetar a saúde do indivíduo, reconhecendo, contudo, que muitos especialistas valorizam ainda sobretudo fatores de ordem física, em detrimento dos fatores sociais e pessoais”, o que urge ultrapassar.

No entanto, é necessário ressalvar que solidão e isolamento podem coexistir, mas não são a mesma coisa. Podemos estar rodeados de gente e sentirmo-nos sós, ou estarmos isolados e  bem.

Vivemos num mundo acelerado, mas importa, de facto, sermos mais solidário e unidos, combatendo as forças que nos empurram para o nosso “pequeno mundo”…

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Porque hoje é domingo… tempo de relaxar

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Relaxar não é um luxo, e muito menos um capricho, mas sim uma forma de promover o seu bem-estar e proteger a sua saúde. Com o relaxamento reduzimos o stress, impedindo que este se torne crónico, e ajuda a prevenir o aparecimento de determinadas doenças, dado que aumenta o bem-estar físico e emocional e, assim, melhora a performance do sistema imunitário.

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As vantagens do relaxamento para o seu bem-estar e saúde podem resumir-se em sete pontos:

1 – diminuição de doenças cardiovasculares e hipertensão;

2 – melhoria do humor, com redução de estados de ansiedade e depressão;

3 – fortalecimento do sistema imunitário;

4 – melhoria da memória;

5 – redução dos níveis de cortisol, com diminuição do desejo de alimentos açucarados;

6 – redução da produção de gordura que bloqueia os poros da pele, com diminuição das crise de acne;

7 – redução da dor muscular e da dor crónica.

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Resta, assim, que aproveite todos os minutos do seu tempo de descanso para relaxar através de atividades variadas, como por exemplo a realização de um passeio à beira-mar, ou ao longo de um trilho, a prática de massagens ou de yoga, etc. As oportunidades são muitas e de fácil acesso. Vamos começar hoje?

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Sarampo, sarampelho, sete vezes vem ao pêlo

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Recentemente a Direção-Geral de Saúde emitiu um alerta dirigido a todas as pessoas que vão viajar para o estrangeiro, no sentido de verificarem se estão vacinadas contra o sarampo, ou se já contraíram a doença no passado. Em caso contrário, devem efetuar a vacinação até quatro semanas antes do início da viagem.

Dado que continuam a ocorrer surtos ou epidemias na maioria dos países europeus e nos continentes americano, africano e asiático, viagens para estes destinos, ou a mera presença em eventos internacionais onde estão presentes indivíduos com estas proveniências, acarretam um risco mais elevado de contrair sarampo para todos aqueles que não estão vacinados. O sarampo é uma doença infeciosa grave, muito contagiosa, e que pode mesmo provocar a morte.

A vacina é gratuita no serviço nacional de saúde e, assim, proteja a sua saúde e a de todos nós.