
Estamos todos um pouco cansados de viver neste limbo de imprevisibilidade, neste equilíbrio precário onde nos faltam horizontes límpidos.
O mundo mudou e nós também, damos agora valor ao que nos parecia banal e as rotinas agora são apetecíveis num mundo em constante mutabilidade.
Esta foi a realidade que nos coube experienciar e não podemos baixar os braços: é preciso resgatar vida em cada olhar, em cada sorriso, no abrigo do nosso desamparo.
Mas esta é também uma oportunidade de ouvir o nosso pensamento, de iluminar partes mais sombrias da nossa mente , empoderando-nos da coragem que nos permite fazer travessias desafiadoras, perante a irrupção do inesperado.
É nestes momentos de maior provação, que temos de deitar mão a todos os nossos recursos, de pôr em alerta todos os sentidos e enriquecer a nossa literacia emocional.
E assim vamos criando as nossas memórias com a verdade deste tempo, vencendo a apatia e o desânimo, valorizando outras dimensões da vida, no horizonte infinito que nos redime.
Que saibamos ver em cada aurora o fio condutor da esperança…
(Manuela Resendes)

















