
Todos os dias ouvimos esta expressão de uma forma já um pouco banalizada, mas a realidade é que demarcamos demasiado o nosso território de conforto, de certezas, de rotinas, por ser muito mais seguro e muito menos exigente. Continuar a ler

Todos os dias ouvimos esta expressão de uma forma já um pouco banalizada, mas a realidade é que demarcamos demasiado o nosso território de conforto, de certezas, de rotinas, por ser muito mais seguro e muito menos exigente. Continuar a ler

Em noites de luar
Onde germina a solidão
Corre no vento a frustração
De não a poder perpetuar
Noites claras, transparentes
Onde a nudez das palavras
Silêncios feitos de fantasmas
Fazem eco daquilo que sentes

Se o mundo fosse puro
Como a luz que te atravessa
Ou que fosse já promessa
Do pilar do porto seguro
E em ti me revejo
Rompes com o nevoeiro
Não me sinto prisioneiro
A aurora, já desponta o desejo!
(Manuela Resendes)


Trago nos olhos um mar
De expetativas e segredos
Onde a noite vai pernoitar
À sombra dos rochedos
Os meus olhos são poesia
Devoram o tempo, em solidão
Têm cheiro a maresia
Espelham dias de exaustão
Vagueando no mar incerto
Imagens passam, na retina
Ventos sopram de perto
Gotas de água cristalina
O meu olhar é doce
Como doce é o meu ser
Onde o sonho transparece
Reflexo do meu viver
O meu olhar é a imagem
De tudo o que vi e amei
Neste mundo, de passagem
O importante neles eternizei!
(Manuela Resendes)


Doce manhã de Inverno
De sol morno aquecida
Promessa de Amor eterno
De Primavera desconhecida
Suave foi o teu despontar
De calma se fez o teu brilho
Reflexo do meu olhar
Na sombra do teu trilho
Trazes memórias de aromas
De sonhos de noites de Verão
Ouço desconhecidos idiomas
Sinal de vidas em construção
Escondes-te ao entardecer
Debaixo de nuvens fundidas
A alma a resplandecer
De esperanças consentidas
(Manuela Resendes)


Da minha janela
Contemplo o mundo a fervilhar
Ao longe passa a caravela
E eu suspensa, a meditar
Da minha janela
Aberta de par em par
O sonho entra, com cautela
Sem ter nada a esperar
Da minha janela
Visito o desconhecido
Plasmo paisagens na tela
De um futuro colorido
Da minha janela
Faço ponte para o mundo
Vejo o pormenor, numa lamela
Do meu interior profundo
Da minha janela
Tudo é esperança e promessa
Quando debruçada nela
O mundo acaba e recomeça
(Manuela Resendes)


Cada vez passamos menos tempo em silêncio, atordoados com as solicitações do quotidiano e com a velocidade vertiginosa dos acontecimentos, que nos levam a adiar o momento de paragem, para um tempo que raramente chega a acontecer… Continuar a ler

Gosto de espaço…
Gosto da imensidão do mar, das planícies a perder de vista, da paisagem que os meus olhos conseguem alcançar a partir do alto de uma montanha. Continuar a ler

Não vou fazer balanços do ano que terminou, nem muito menos promessas de Ano Novo, que se esfumam nos primeiros dias de volta à rotina, que nos consome a energia não deixando espaço a momentos de reflexão. Continuar a ler

Aos dias sucedem-se as noites, ao Outono sucede-se o Inverno, aos anos sucedem-se outros anos, e eis que estou a comemorar mais um aniversário, sentindo-me muito grata por isso. Continuar a ler

Dezembro
Branco é o teu manto
Com nuvens cor de algodão
Flocos de neve cobrem o chão
Gaivotas pousam em cada canto
As noites são misteriosas
Fonte de grande inspiração
Almas que tocam o coração
Onde renascem criaturas bondosas
Comemora-se neste mês o Natal
É dezembro, tudo fica brilhante
Muda tudo num instante
Nada assim parece andar mal
Tudo parece estar em Paz
Mesmo quando a léguas
A guerra não dá tréguas
E a solidão, ao nosso lado jaz
Manuela Resendes
