Noites de luar…

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Em noites de luar

Onde germina a solidão

Corre no vento a frustração

De não a poder perpetuar

 

Noites claras, transparentes

Onde a nudez das palavras

Silêncios feitos de fantasmas

Fazem eco daquilo que sentes

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Se o mundo fosse puro

Como a luz que te atravessa

Ou que fosse já promessa

Do pilar do porto seguro

 

E em ti me revejo

Rompes com o nevoeiro

Não me sinto prisioneiro

A aurora, já desponta o desejo!

(Manuela Resendes)

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Os meus olhos…

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Trago nos olhos um mar

De expetativas e segredos

Onde a noite vai pernoitar

À sombra dos rochedos

Os meus olhos são poesia

Devoram o tempo, em solidão

Têm cheiro a maresia

Espelham dias de exaustão

Vagueando no mar incerto

Imagens passam, na retina

Ventos sopram de perto

Gotas de água cristalina

O meu olhar é doce

Como doce é o meu ser

Onde o sonho transparece

Reflexo do meu viver

O meu olhar é a imagem

De tudo o que vi e amei

Neste mundo, de passagem

O importante neles eternizei!

(Manuela Resendes)

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Sol de Inverno…

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Doce manhã de Inverno

De sol morno aquecida

Promessa de Amor eterno

De Primavera desconhecida

Suave foi o teu despontar

De calma se fez o teu brilho

Reflexo do meu olhar

Na sombra do teu trilho

Trazes memórias de aromas

De sonhos de noites de Verão

Ouço desconhecidos idiomas

Sinal de vidas em construção

Escondes-te ao entardecer

Debaixo de nuvens fundidas

A alma a resplandecer

De esperanças consentidas

(Manuela Resendes)

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A minha Janela…

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Da minha janela

Contemplo o mundo a fervilhar

Ao longe passa a caravela

E eu suspensa, a meditar

Da minha janela

Aberta de par em par

O sonho entra, com cautela

Sem ter nada a esperar

Da minha janela

Visito o desconhecido

Plasmo paisagens na tela

De um futuro colorido

Da minha janela

Faço ponte para o mundo

Vejo o pormenor, numa lamela

Do meu interior profundo

Da minha janela

Tudo é esperança e promessa

Quando debruçada nela

O mundo acaba e recomeça

(Manuela Resendes)

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Dezembro…

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Dezembro

Branco é o teu manto

Com nuvens cor de algodão

Flocos de neve cobrem o chão

Gaivotas pousam em cada canto

As noites são misteriosas

Fonte de grande inspiração

Almas que tocam o coração

Onde renascem criaturas bondosas

Comemora-se neste mês o Natal

É dezembro, tudo fica brilhante

Muda tudo num instante

Nada assim parece andar mal

Tudo parece estar em Paz

Mesmo quando a léguas

A guerra não dá tréguas

E a solidão, ao nosso lado jaz

Manuela Resendes

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