Já que está frente ao computador adote uma boa postura…

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Cada vez mais passamos mais horas frente ao computador, seja em trabalho, seja em lazer. Para evitar problemas de saúde, como contraturas musculares, lombalgias e tendinites, que resultam de posturas desadequadas, devem adotar-se algum cuidados, nomeadamente:

1 – Sentar-se numa cadeira confortável, que permita apoiar totalmente as costas;

2 – Manter os dois pés apoiados no chão;

3 – Apoiar os dois braços na mesa, de modo que as mãos fiquem numa posição confortável relativamente ao teclado;

4 – Tenha um rato suficientemente grande por forma a apoiar quase completamente a mão;

5 – Não utilize sempre os mesmo dedos para digitar e não use constantemente o rato;

6 –  O monitor do computador deve estar à distância do seu braço esticado;

7 – A altura da mesa deve permitir que o monitor fique à altura dos seus olhos, quando o seu queixo estiver paralelo ao chão.

Comece já hoje a tomar cuidados e proteja a sua saúde…

Gengivites: como prevenir

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A gengivite é uma inflamação das gengivas causada pela acumulação de placa bacteriana entre os dentes e as gengivas. Inicialmente  é transparente mas, se não for removida rapidamente, acaba por endurecer, transformando-se em tártaro.

Esta doença pode afetar qualquer pessoa, de todas as idades, sendo facilmente tratada numa fase precoce, mas, se os sintomas forem ignorados, a inflamação pode atingir as estruturas adjacentes  e, no limite, ir até ao osso provocando o desprendimento dos dentes.

A gengivite pode surgir de uma forma relativamente “silenciosa”, mas os sintomas são facilmente detetáveis porque as gengivas saudáveis são firmes e rosadas, mas quando afetadas ficam avermelhadas, inchadas, dolorosas ao toque e sangram facilmente.

As causas de gengivite são as seguintes:

1 – Má higiene oral;

2 – Ingestão de alguns medicamentos;

3 – Alterações hormonais;

4 – Tabagismo e hábitos alimentares pouco saudáveis.

Para prevenir a gengivite podemos adotar as seguintes medidas:

1 – Escovar os dentes após cada refeição;

2 – Utilizar uma pasta dentífrica com 1 000 a 1 500 partes por milhão de flúor na sua composição;

3 – Usar uma escova de dentes de  tamanho adequado, com uma cabeça pequena e macia;

4 – Substituir a escova de dentes a cada três a quatro meses para evitar a deterioração das sedas;

5 – Fazer gargarejos diários com elixir;

6 – Visitar regularmente o seu médico dentista.

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Proteja assim a sua saúde e a dos seus…

Os números do tabagismo

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O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde como a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é mil e duzentos milhões de pessoas, sejam fumadoras. Pesquisas comprovam que 47% da população masculina e 12% da população feminina fumam, sendo que estas percentagens variam consoante se trata de países em desenvolvimento e desenvolvidos, pois nestes últimos o número de mulheres fumadoras aumenta.

O total de mortes devido ao uso do tabaco, segundo os últimos números da OMS, atingiu os 4,9 milhões de pessoas por ano, o que corresponde a cerca de 10 000 vítimas mortais por dia. As estatísticas revelam, ainda, que um fumador relativamente a um não fumador tem um risco mais elevado de contrair determinadas doenças, nomeadamente:

1 – Dez vezes maior para o cancro do pulmão;

2 – Cinco vezes maior para o enfarte de miocárdio;

3 – Cinco vezes maior para patologias de foro respiratório;

4 – Duas vezes maior para acidente vascular cerebral.

Todos nós sabemos que os fumadores ficam dependentes da nicotina, que é uma droga que actua no sistema nervoso central, tal como o álcool e outras substâncias aditivas, e que chega ao cérebro cerca de 10 a 15 segundos depois de ingerida. É normal que quando as pessoas deixam de fumar os  primeiros dias sejam os mais difíceis,  devido ao síndrome de abstinência da nicotina, mas ao longo do tempo vai-se tornando cada vez mais fácil, aliás porque se vai recuperando qualidade de vida, essencialmente ao nível da capacidade respiratória, olfactiva e gustativa.

Se não conseguir deixar de fumar por si só procure ajuda profissional, mas não deixe de tentar…

Proteja, assim, a sua saúde e a de todos nós!

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O açúcar: veneno para as crianças

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Recentemente o ilustre cientista Robert Lustig afirmou que o açúcar é o veneno dos tempos modernos. Relativamente às crianças elas nascem a preferir o sabor doce, uma vez que o leite materno possui açúcares naturais,  e a sua introdução nos alimentos sólidos, que começa com a fruta e com a papa, deve implicar um consumo muito moderado. Esta necessidade imperativa de moderação deve-se ao facto do excessivo consumo de açúcar em crianças estar associado a diversos impactes negativos, nomeadamente:

1 – O excesso de açúcar provoca supressão dos sistema imunitário, ficando o organismo mais exposto a ameaças exteriores;

2 – Interferência na absorção do cálcio e do magnésio;

3 – Diminuição da ingestão de nutrientes, como proteínas, vitaminas e sais minerais;

4 – Depressão infantil, dado que o consumo de açúcar provoca oscilações muito elevadas do nível das glicémias, o que pode agravar sintomas relacionados com transtornos de humor;

5 – Aumento exponencial da ocorrência de cáries dentárias em crianças;

6 – Incremento dos níveis de adrenalina, provocando ansiedade e excitação, que rapidamente evolui para irritabilidade e cansaço;

7 – Agravamento de problemas relacionados com eczemas e alergias alimentares;

8 – Afeta negativamente a capacidade de concentração, podendo agravar situações de défice de atenção e hiperatividade.

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Moderação é, assim, a palavra de ordem, e deixe as guloseimas, e já agora os refrigerantes,  para ocasiões especiais…

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Sabe o que é o Zika?

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O Zika é um vírus que pertence à mesma família dos vírus que provocam o Dengue e a Febre amarela. Foi descoberto em 1947 numa floresta do Uganda, durante um estudo sobre a Febre Amarela, mas, no entanto, a presença em seres humanos apenas foi detetada em 1952, embora sem qualquer sintomatologia.

Os primeiros casos de doença provocados por este vírus.foram registados no Brasil, em maio de 2015, e no final desse mesmo ano o Ministério da Saúde brasileiro estimava a existência de cerca de meio milhão de ocorrências. Posteriormente, o vírus atravessou fronteiras, e a Organização Mundial de Saúde considera tratar-se de uma “emergência de saúde pública de importância internacional”.

O Zika é transmitido através do mosquito Aedes Aegypti. A constante mobilização de pessoas com recurso a viagens de avião muito tem contribuído para a proliferação do vírus, sendo que a grande maioria das pessoas infetadas não apresenta sintomas, ou apresenta sintomas de baixa gravidades, nomeadamente: febre baixa, conjuntivite e prurido. Há um fenómeno paralelo, preocupante, embora sem relação causal segura, que é o aumento do síndroma de Guillian-Barré (doença auto-imune que pode provocar paralisia muscular) nas pessoas infetadas por Zika, tendo o maior número destes casos sido registada na Venezuela e Colômbia.

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Existem, por outro lado, indícios muito fortes de uma relação entre a epidemia de Zika no Brasil e os caos de bebés com microcefalia registados nesse período. O número de bebés nascidos com o crânio subdesenvolvido disparou vinte vezes mais de 2014 para 2015.

É importante referir que o mosquito é mais ativo ao final da tarde e sobrevive mais facilmente em espaços fechados. Desta forma,  se viver ou viajar para países em que ocorra o referido mosquito deve usar repelente de insetos e ligar o ar condicionado em espaços fechados.

Proteja assim a sua saúde!

 

Vantagens da amamentação (ii): benefícios para a mãe

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Amamentar é um ato de amor, mas que exige persistência, paciência e algum espírito de sacrifício. Contudo, podem identificar-se numerosas vantagens para as mães, nomeadamente:

1 – Redução do risco de hemorragias pós-parto, dado que o útero contrai mais rapidamente;

2 – Menor probabilidade de vir a sofre de cancro do útero e ovário na menopausa;

3 – Redução do risco de vir a desenvolver doenças cardíacas e diabetes;

4 – Diminuição da osteoporose;

5 – O leite está à temperatura ideal, é um método prático e sem custos;

6 – Ajuda a recuperar o peso anterior à gestação, evitando a obesidade pós-parto;

7 – Ajuda a estabelecer laços emocionais com o bebé.

Se tiver alguma dificuldade quando iniciar a amamentação procure ajuda profissional, pois, quando ultrapassar estas dificuldades, este ato proporciona momentos gratificantes.

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Vantagens da amamentação (i): benefícios para o bebé

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A chegada de um bebé é um momento de grande felicidade, mas também de algumas inseguranças. Os cuidados necessários para o desenvolvimento das crianças constituem uma das maiores preocupações dos pais, e na primeira linha estão as defesas dos seus filhos face ao ambiente exterior.

Felizmente, a melhor proteção para o bebé, no que respeita a infeções, alergias e cólicas é a amamentação. Os lactentes que recebem leite materno como alimento exclusivo nos primeiros seis meses de vida são mais resistentes a estes tipos de afeções, para além de emocionalmente ser uma fonte de bem-estar para a mães e os bebés.

A amamentação é tão importante que o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde promoveram de 1 a 7 de agosto uma semana mundial devotada a este tema, que visou lembrar quão importante é o mesmo.

Contudo, podem existir razões médica que desaconselham a amamentação materna, e tal facto também não deve constituir um motivo de ansiedade e culpabilização para a mãe.

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Proteja assim a saúde do seu bebé!   

Parasitoses intestinais: o que fazer para se proteger

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Os parasitas constituem um grupo de organismos que retiram de outros seres vivos alguns nutrientes necessários à sua sobrevivência. Os mais frequentes são os protozoários e os helmintas.

A maioria das parasitoses intestinais são bem toleradas, e os sintomas mais comuns são a falta de apetite, perda de peso, náuseas e vómitos e prurido anal, podendo, contudo, ser muitas vezes assintomáticas. Esta patologia pode ser adquirida pela ingestão de larvas e ovos, a partir dos alimentos, solo, água, poeiras, bem como através da má higienização das mãos. A sua frequência varia consoante a área geográfica, dependo das condições sanitárias e climáticas.

Em Portugal os estudos apontam para uma significativa diminuição da frequência desta patologia nos últimos anos, devido à melhoria das condições sanitárias. As recomendações atuais da Organização Mundial de Saúde indicam que a desparasitação de rotina apenas se deve realizar com taxas de prevalência na população superiores a 20%. O nosso país está longe de apresentar uma taxa tão elevada, pelo que tal procedimento não está recomendado, apenas devendo ser efetuada em doentes que apresentem sintomatologia e, neste caso, as pessoas que convivem de uma forma próxima também devem ser abrangidas.

Outras situações em que há indicação para fazer tratamento são os familiares de crianças com diminuição de defesas, como por exemplo as portadoras de fibrose quística, e filhos pequenos de mães grávidas.

Contudo, antes de efetuar qualquer tratamento consulte sempre o seu médico. Proteja a sua saúde!

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Alzheimer: porquê e o que fazer

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Desde tenra idade ouvimos dizer que somos crianças duas vezes. A doença de Alzheimer faz-nos recordar a infância no sentido em que existe uma dependência de terceiros, para as necessidades básicas, mas esta segunda “meninice” incorpora uma muito maior complexidade e bastante sofrimento.

Esta patologia foi durante muito tempo entendida como algo que fazia parte do envelhecimento, no entanto o século passado trouxe maiores recursos ao nível da investigação e maior interesse da comunidade científica pelo estudo das doenças degenerativas. A doença de Alzheimer, em particular, caracteriza-se pela detioração dos neurónios, células cerebrais estas que acabam por morrer devido ao aparecimento no cérebro de placas de uma substância proteica denominada beta-amilóide.

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Existem vários fatores de risco para vir a desenvolver a doença, nomeadamente:

1 – aumento da esperança média de vida (estima-se que 40% das pessoas com 40 ou mais anos venham a sofrer de Alzheimer);

2 – ser do sexo feminino (não se sabe se devido à maior esperança de vida ou a uma questão hormonal);

3 – hereditariedade;

4 – ocorrência de traumatismos repetidos na cabeça, infeções e problemas vasculares;

5 – grau de escolaridade (quanto menor o grau de escolaridade maior o risco de contrair a doença).

Os sinais de alarme a que deve estar atento são os seguintes:

1 – perdas de memória que interfiram nas tarefas do quotidiano;

2 – perda de noção do espaço e do tempo;

3 – dificuldade na expressão escrita e oral;

4 – dificuldade em encontrar objetos que normalmente se encontrem arrumados em locais específicos;

5 – tendência para o isolamento social;

6 – dificuldade de tomar decisões;

7 – alterações da personalidade, que implica desconfiança, insegurança, ansiedade e depressão.

Para evitar uma rápida progressão da doença de Alzheimer é importante estimular a memória, com jogos, palavras cruzadas, escrita e outras atividades lúdicas. Também ajuda manter uma atividade física, como por exemplo uma caminhada ao ar livre, e manter alguma socialização.

Se numa fase inicial o doente tem um papel fundamental na gestão da doença, os cuidadores, que geralmente são familiares próximos, também são uma peça fundamental na manutenção da qualidade de vida do mesmo. Os cuidadores devem ser pacientes, calmos, falar pausadamente, mas sem recurso à infantilização da pessoa doente. Não devemos esquecer, também, de adotar medidas de segurança e estabelecer rotinas noturnas tranquilas para evitar problemas comportamentais.

Em Portugal, segundo dados de 2015, existem cerca de 160 200 cidadãos com mais de 60 anos que sofrem de demência, sendo que destes 50% a 70% têm Alzheimer.

Já pensou o que pode fazer pelo seu vizinho, amigo ou familiar?

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Vitaminas? Porquê

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As vitaminas são substâncias orgânicas de origem natural, que intervêm em importantes processos metabólicos, cuja síntese no nosso organismo pode ser insuficiente ou mesmo inexistente. As deficiências em determinadas vitaminas resultam de algumas situações, como uma dieta inadequada, determinadas patologias ou mesmo a indução por fármacos. Por outro lado, algumas situações requerem uma maior necessidade em vitaminas, como a gravidez, o aleitamento ou esforços físicos excessivos.

Apesar do uso de suplementos vitamínicos ser hoje corrente, dado que a população facilmente pode aceder no mercado, e sem necessidade de receita médica, a uma grande variedade de vitaminas e/ou sais minerais, indivíduos saudáveis e com um dieta equilibrada não necessitam de recorrer a tais produtos.

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A toma de doses excessivas de vitaminas hidrossolúveis, nomeadamente as vitaminas do complexo B e a C, acarreta um risco diminuto para a saúde, mas também não tem qualquer vantagem terapêutica visto que rapidamente são excretadas através da urina. Já as vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K) quando ingeridas em doses excessivas são potencialmente perigosas pois acumulam-se no organismo, com efeitos adversos para a saúde.

Não tome vitaminas sem consultar o seu médico ou farmacêutico!

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